Corregedor-Geral recebe presidentes das subseções da OAB de Campo Grande, Queimados, São João de Meriti, Itaguaí e Nova Iguaçu
Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 28/06/2018 19:10

A pedido da OAB/RJ, o Corregedor-Geral da Justiça, desembargador Claudio de Mello Tavares, recebeu os presidentes e alguns diretores das subseções da OAB de Campo Grande, Queimados, São João de Meriti, Itaguaí e Nova Iguaçu para uma reunião no Auditório Desembargador José Navega Cretton, da qual participaram também os juízes auxiliares Luiz Canabarro, Luiz de Mello Serra, Marcius Ferreira e Leandro Loyola, além de André Pedrazzi e Ricardo Menezes, respectivamente, diretor e coordenador do Departamento de Apoio às Subseções (DAS). Como tem acontecido desde o início de seu mandato, o Corregedor conversou com os advogados, que o informaram sobre as principais dificuldades encontradas nos fóruns de suas comarcas:

- Temos encontrado a Corregedoria sempre aberta para a OAB e essas reuniões de trabalho têm se mostrado muito produtivas. Estamos conseguindo avançar muito através do diálogo – disse Pedrazzi.

Os presidentes das subseções de Campo Grande, Mauro Pereira; Queimados, José Bôfim; São João de Meriti, Julia Vera Santos; Itaguaí, Artur Oggioni; e Nova Iguaçu, Jorge Rosemberg traçaram um panorama sobre as áreas em que atuam e pediram a ajuda da Corregedoria na resolução de alguns problemas listados em ofícios.

O Corregedor-Geral ressaltou que o Poder Judiciário também foi afetado pela crise financeira do Estado do Rio de Janeiro, que impede a realização de novos concursos para funcionários e juízes, e lembrou que cerca de 500 servidores se aposentaram no último ano. Ele ressaltou, porém, que várias providências foram tomadas para tentar superar os problemas, o que culminou em uma redução de 100 mil processos no acervo do TJRJ:

- O juiz tem que ser um gestor, acompanhar o trabalho do seu R.E. e do cartório. Não pode ficar só no gabinete. Além disso, a sentença deve ser dada em poucas laudas porque existem outros processos esperando para serem julgados. O que o advogado e as partes querem é uma decisão. E se os governos e as empresas cumprissem seus papéis, o Judiciário não estaria com tantos processos para julgar. Posso afirmar que 99% dos juízes e dos servidores são comprometidos e se dedicam muito ao trabalho, mas falta mão de obra. Mesmo com essa crise, minha equipe arregaçou as mangas para ajudar o contribuinte. Fomos atrás dos problemas no estado todo para tentar resolver o que pudesse ser resolvido. Acredito no Brasil, acredito no Poder Judiciário e acredito que tudo vai melhorar em nosso estado e em nosso país. Precisamos deixar um legado para nossos filhos, netos e para os menos favorecidos.

André Pedrazzi observou que os momentos de crise são também momentos de oportunidades:

-Essa troca de opiniões é muito importante. Quero agradecer muito o fato de a Corregedoria ir ao encontro dos advogados e, portanto, ao encontro da população.

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