Projeto apoiado pela Corregedoria cria banco de empregos para mulheres em situação de violência doméstica
Notícia publicada por ASCOM - CGJ em 25/11/2021 19:05

25 de novembro marca o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres. A data busca conscientizar e combater as várias formas de violência que vitimam as mulheres em todo o mundo.

A Corregedoria Geral da Justiça é uma aliada nessa causa e apoia projetos com este fim. Por meio da Divisão de Apoio Técnico Interdisciplinar (DIATI/DGAPO), coordena e orienta e as equipes técnicas interdisciplinares no projeto “Novos Rumos”, de parceria da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem) e da Prefeitura do Rio.

Com a finalidade de inserir mulheres, em situação de violência doméstica, no mercado de trabalho formal, o projeto Novos Rumos traz nova perspectiva de vida para essas vítimas.  O foco do programa é promover a autonomia financeira e, consequentemente, ajudá-las a encerrar um ciclo de violência.

Até o presente momento, 60 mulheres já foram cadastradas para encaminhamento ao mercado de trabalho no projeto.

 

Força de trabalho das equipes técnicas da Corregedoria

As equipes técnicas da Corregedoria, formada por psicólogos e assistentes sociais, são responsáveis pelo cadastro que abastece o banco de dados online compartilhado com a COEM.

Com sensibilidade apurada e cuidado, os servidores interdisciplinares que atuam nos juizados com competência em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca da Capital, identificam e qualificam as vítimas de violência doméstica para direcioná-las ao preenchimento do questionário. 

A psicóloga Sandra Levy, diretora da Divisão de Apoio Técnico Interdisciplinar- DIATI, explicou que os dados são armazenados em “nuvem” para agilizar e facilitar a consulta. “Independentemente de onde a mulher for atendida, os dados chegam imediatamente para serem encaminhados”.

A assistente social do TJRJ, Marília Correa, apontou como os profissionais de psicologia e assistência social atuam nos atendimentos às vítimas. "Na abordagem, produzimos reflexões e caminhos para que ela saia dessa situação de violência. Esse projeto é muito importante, principalmente para mulheres em vulnerabilidade econômica”. 

  

Efetividade do banco de dados 

  No formulário, preenchido pelas mulheres atendidas, consta dados específicos como: endereço, se tem filhos, a pretensão profissional, carga horária e condições de trabalho. Após o preenchimento, caso seja evidenciado o interesse dessas jurisdicionadas em se colocarem no mercado de trabalho, esses dados são encaminhados para a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (COEM). Atualmente, há dez vagas de trabalho disponíveis para serem preenchidas.

  A chefe da Equipe Técnica e Administrativa da COEM, Monica Dias da Rocha Oliveira, ressalta a relevância do projeto. “Ele dá condições de mudança de vida. Faz com que (a mulher) se sinta digna dentro do mercado de trabalho. É uma ação extremamente promissora. Sai do assistencialismo e vai para a área promocional”. 

Na assinatura de convênio de parceria entre o TJRJ e a Prefeitura, em setembro, a desembargadora Suely Lopes Magalhaes, presidente da COEM e idealizadora do projeto, agradeceu o apoio do corregedor-geral da Justiça, desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo, na criação do banco de dados pelas equipes interdisciplinares da Corregedoria. “Agradeço, especialmente, ao nosso corregedor, que abraçou esse projeto e criou, junto às equipes técnicas, um eficiente sistema de cadastro”.