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Tribunal de Justiça do Rio adota práticas que diminuem impacto no meio ambiente e incentiva o uso sustentável de recursos
Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 09/01/2024 12:09

Sete sílabas de um substantivo feminino que está mudando o mundo. Para melhor: sustentabilidade. E o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro está dando exemplo com as ações que vem desenvolvendo tanto em prol do meio ambiente quanto pelas ações de responsabilidade social.   

Mais do que isso: o presidente do TJRJ, desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo, é, além de entusiasta das ações desses dois pilares, exigente nas boas práticas para a preservação do planeta. “Tenho plena convicção do que todos devem fazer. As instituições públicas têm papel fundamental nesse processo, tanto que criei, na minha gestão, uma Secretaria Geral de Sustentabilidade e Responsabilidade Social. Já estamos trabalhando nas metas do Plano de Logística Sustentável 2024-2026”, anunciou o presidente do TJRJ, comemorando os índices favoráveis de redução de impacto ao meio ambiente praticados em 2023 pelo TJ e as ações de âmbito social.   

Placas solares serão instaladas em fóruns do interior  

De acordo com a desembargadora Teresa de Andrade Castro Neves, presidente da Comissão de Políticas Institucionais para a Promoção de Sustentabilidade (Cosus), o TJRJ está na vanguarda quando o assunto é sustentabilidade. “Estamos instalando e vamos expandir a colocação de painéis solares, não só aqui no Fórum Central como também em outros fóruns do interior do Estado e também da Região Metropolitana no ano que vem. É nossa meta gerar energia sustentável e contribuir, não só economicamente com a redução de custos, mas ajudar o meio ambiente tão maltratado ultimamente”, pontua a desembargadora.  

Atualmente, o Poder Judiciário possui onze prédios com telhado verde. Ele permite um melhor controle da temperatura interna, diminuindo o calor do prédio, minimiza o uso do sistema de climatização e gera, assim, economia no consumo de energia elétrica.  

Agenda ambiental de gestão pública do Ministério do Meio Ambiente  

O Poder Judiciário fluminense integra a Agenda Ambiental da Administração Pública do Ministério do Meio Ambiente, cujo objetivo é criar uma cultura de responsabilidade socioambiental calcada na política dos 5 “R”s: Repensar, Reduzir, Reaproveitar, Reciclar e Recusar o consumo de produtos que gerem impactos significativos.  

E tem sido assim. As ações estão em todos os lados, em palestras, campanhas e ações, chamando a atenção dos servidores, funcionários e quem passa diariamente no tribunal.  

De acordo com o Departamento de Sustentabilidade (Desus), através da Divisão de Gestão Ambiental (Digam), a principal missão é acompanhar a execução do Plano de Logística Sustentável do TJ, com o objetivo de contribuir para que o judiciário fluminense atenda à Resolução 400/2021, do Conselho Nacional de Justiça. 

A resolução do CNJ dispõe sobre a política de sustentabilidade no âmbito do Poder Judiciário.  

Primeira cadeira de rodas entregue ao Inca 

No dia 22 de setembro de 2023, o TJRJ entregou ao Instituto Nacional do Câncer (Inca/RJ), a primeira cadeira de rodas financiada através do recolhimento e separação de tampinhas plásticas coletadas em diversos fóruns do estado. Por meio da parceria com o Instituto Soul Ambiental, 400 quilos de tampinhas plásticas coletadas pelo Poder Judiciário fluminense foram “transformados” em uma cadeira de rodas. A campanha de coleta de tampinhas no TJRJ, iniciada em fevereiro de 2023, visa promover a educação ambiental e a responsabilidade social.   

“Em pouco mais de dois meses conseguimos entregar uma cadeira de rodas para o Inca. É muito gratificante promover ações como essa e vamos em busca de novos desafios e seguindo em frente”, declarou a desembargadora Teresa de Andrade Castro Neves.  

Zero consumo de copos descartáveis  

A presidente da (Cosus) destacou, entre tantas ações realizadas este ano, a redução expressiva no uso de papel com a implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJe) e a digitalização de 100% dos processos físicos.  

Anunciou também redução do consumo de plástico no TJRJ, seja de copos ou garrafas, com o objetivo de chegar em 2024 no consumo zero de copos descartáveis e embalagens plásticas, substituindo as garrafas PETs por água envasada em latas de alumínio, material mais seguro no descarte e reciclagem.  

E os avanços são notados. O “Guia Verde” do TJRJ conta, atualmente, com 930 itens sustentáveis. No ano anterior (2022) constavam 876 itens cadastrados como sustentáveis, cuja meta de crescimento anual de 2% foi atingida.  

Ao invés de gastar na compra de materiais, no período de 01/01/2023 a 17/11/2023, 11.314 bens foram retirados de unidades do Poder Judiciário fluminense pelo Serviço de Movimentação de Materiais Permanentes. E aproximadamente 3 mil foram redistribuídos e o restante doado.  

Economia de água, uso de madeira certificada, manejada ou reciclada, redução no consumo de energia, utilização de lâmpadas econômicas, tintas ecológicas, isentas de solventes orgânicos, metais pesados, estão entre centenas de práticas do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro que promove no dia a dia ações que são exemplos de preservação e respeito ao meio ambiente.  

PF/MB 

Fotos: Brunno Dantas/TJRJ