Dia do Assistente Social: servidoras contam sobre rotina de trabalho no TJRJ
Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 15/05/2019 15:00

Inseridos desde os anos 30 no Judiciário Fluminense, os assistentes sociais têm papel fundamental no atendimento de crianças e adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, mulheres e demais sujeitos sociais em situação de vulnerabilidade. Dentre suas inúmeras funções, a principal delas é garantir acesso ao sistema de garantia de direitos.

A servidora Soliane do Céu de Souza, que atua na Vara da Infância, Juventude e Idoso de Campos dos Goytacazes, lida diretamente com crianças e idosos que vivem em unidades de acolhimento e, entre outras funções, também atua em todo o processo de adoção de crianças e adolescentes. Para ela, é fundamental que esses usuários sejam acompanhados por assistentes sociais para receberem tratamento adequado.

“Trata-se de um profissional com conhecimento teórico-metodológico e atento aos princípios éticos da profissão, capaz de garantir acolhida, escuta qualificada, diálogo, fazer uma análise crítica da situação apresentada, provocar a reflexão e ajudar a pensar nas possibilidades de intervenção através do sistema de garantia de direitos e da rede de proteção integral”, explica a profissional que integra o TJRJ desde 1997.

Ilenilda Venâncio da Silva Justo é assistente social da Equipe Técnica Interdisciplinar Cível (ETIC) da Pavuna. Para ela, este profissional deve ter perfil crítico e propositivo por trabalhar diretamente com questões sociais envolvendo pessoas em situação de vulnerabilidade. Ela lembra que, além da atuação na defesa de direitos individuais, o Serviço Social tem a importante função de apoiar movimentos sociais, no exercício e na defesa dos direitos civis, políticos e sociais da coletividade.

“A escolha pelo Serviço Social como profissão sob o ponto de vista da prática me aproxima das ações que se traduzem, entre outras, na orientação a indivíduos e grupos de diferentes segmentos sociais, no sentido de identificar recursos e de fazer uso dos mesmos no atendimento e na defesa de seus direitos”, diz a servidora do TJRJ desde 1997.

A assistente social Patrícia Aline de Abreu Pereira é servidora desde 2004 e trabalha no Juizado de Violência Doméstica e Familiar de Campo Grande. Ela atua, principalmente, no atendimento direto com a população.

Patrícia explica que, dentro da esfera da violência doméstica, estes profissionais desenvolvem uma série de projetos, como é o caso do Grupo Reflexivo de Homens, voltado para os acusados, e o Grupo de Apoio para Mulheres, de apoio à mulher vítima. Sobre o papel do assistente social, ela explica:

“Conseguimos identificar questões importantes que estão além do jurídico, o que possibilita subsidiar as decisões judiciais, bem como prestar orientações, esclarecimentos e encaminhamentos importantes para quem procura o judiciário. Estudamos e pesquisamos sobre direitos para o público que atendemos, como as legislações da infância, do idoso, do incapaz, da mulher, e fazemos as orientações para que eles possam buscar esses direitos”, conta.

 

                                                                      Assistentes sociais Soliane de Souza, Patrícia Pereira e Ilenilda Justo, respectivamente