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Sem justiça não há cidadania, diz Corregedor em Aula Magna na Unilasalle

Notícia publicada pela Assessoria de Imprensa em Wed Mar 28 16:01:00 BRT 2018

Sem justiça não há cidadania, diz Corregedor em Aula Magna na Unilasalle

Estudantes de Direito lotaram hoje de manhã o auditório do terceiro andar da Unilasalle para assistir à Aula Magna, ministrada pelo Corregedor-Geral da Justiça. Os professores Marcelo Pereira, Hugo Penna e André Miranda participaram da mesa diretora junto com o juiz auxiliar da Corregedoria, Luiz de Mello Serra. O desembargador Claudio de Mello Tavares discorreu sobre “A prática do Direito na Atualidade: o papel do advogado e a Corregedoria Geral da Justiça”.

O funcionamento da Corregedoria, seu papel dentro do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, a importância da atuação do advogado e do diálogo permearam a aula, que terminou com o desembargador citando o Papa Francisco: “Só no juiz a Justiça se reconhece como a primeira qualidade da sociedade, que tem de ser recuperada contra a tendência cada vez mais forte para fragilizar a figura do juiz”.

Ele ressaltou o método usado por sua equipe para acelerar o andamento de processos: o diálogo. Graças aos encontros com advogados, juízes e servidores para detectar gargalos que impediam a boa prestação jurisdicional, de janeiro de 2017 a fevereiro de 2018, o acervo geral das Varas Cíveis da capital passou de 259.356 processos para 227.269. No número final estão somados os cerca de 50 mil processos novos que entraram nessas varas no mesmo período.

O Corregedor, durante a aula, aconselhou os estudantes:
- O advogado não pode só acompanhar o processo. Ele tem que perseguir o processo. É obrigação do juiz atender o advogado. E o advogado, e mesmo o estagiário de Direito,  tem que saber suas prerrogativas.  Isso faz toda a diferença. Não existe hierarquia entre Ministério Público, advogados e juízes. O advogado tem o direito de ver seu processo e de conversar com o juiz. E é importante que não perca o foco no cliente.

E completou:

- A justiça no Brasil é viável. Mas sem advogado não há justiça e sem justiça não há cidadania.