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Corregedor-Geral e juízes auxiliares vão ao Complexo de Gericinó

Notícia publicada pela Assessoria de Imprensa em Wed Aug 02 20:01:00 BRT 2017

Acompanhado dos juízes auxiliares Luiz Umpierre de Mello Serra e Leandro Loyola de Abreu, o Corregedor-Geral da Justiça, desembargador Claudio de Mello Tavares, visitou ontem algumas unidades do Complexo Penitenciário de Gericinó, onde 28.160 pessoas estão presas. Ali funcionam também um hospital, um hospital penal e um sanatório penal. Os três conheceram as penitenciárias Lemos de Brito (Bangu 6),  Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1) e Talavera Bruce (feminina), além da Unidade Materno Infantil (UMI), onde ficam as detentas com filhos de até 6 meses. Eles conversaram com o coordenador das Unidades Prisionais de Gericinó, Wellington Nunes da Silva, que começou mostrando ao grupo, o scanner corporal, que facilita o processo de revista indicando, em imagens parecidas com as de raio-X, todos os objetos metálicos que estejam sendo carregados pelos visitantes.

O corregedor fez diversas perguntas sobre a quantidade de presos em cada unidade, a alimentação servida, os cursos oferecidos e se havia superlotação. Nunes esclareceu todas as dúvidas e elogiou o trabalho que vem sendo feito pela Vara de Execuções Penais.

- A lei de execução penal está sendo rigorosamente observada. Nas unidades que visitamos, sem marcar com antecedência, não constatamos superlotação. Vimos o funcionamento da padaria no Talavera Bruce, quentinhas sendo preparadas na cozinha e as bibliotecas, além da prestação de assistência religiosa a internos – disse o corregedor.

Na Lemos de Brito, por exemplo, são oferecidos aos internos cursos de marcenaria, capoeira, corte e costura e música (incluindo canto em coral), além de uma pequena biblioteca. Em Bangu 1, o grupo conheceu uma das quatro galerias (com 12 celas individuais cada), onde ficam criminosos considerados de alta periculosidade ou que estejam em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Cada preso fica trancado sozinho na cela 22 horas por dia tendo direito a duas horas de banho de sol dentro da própria galeria.

Na Penitenciária Talavera Bruce há 430 internas sendo 21 grávidas. Quando as crianças nascem, elas ficam na UMI com as mães até completarem 6 meses quando são entregues à família da detenta, como informou a diretora da unidade. Ela acrescentou ser muito raro uma das crianças ser encaminhada para algum abrigo. Na padaria da Talavera são produzidos diariamente cerca de 13 mil pães, que são distribuídos para cinco das 25 unidades prisionais de Gericinó. Da cozinha dessa penitenciária saem, por dia, cerca de 5,8 mil quentinhas. Vários cursos são oferecidos para as internas, como o de técnico de contabilidade (convênio com o Senac). Entre os oferecidos por ONGs, que devem começar a ser ministrados em breve estão os de tecelagem, de cabelereira e de manicure. A grande maioria das detentas (cerca de 60%) cumpre pena por tráfico de drogas, 10% por homicídio e os outros 30% por outros crimes, como roubo e furto.

Todas as unidades, segundo Nunes, aceitam doações de livros para as bibliotecas e de materiais diversos como madeira (cedro, mogno, argeli-pedra e outras que possam ser esculpidas), tecidos, instrumentos, esmaltes e outros objetos que possam ser usados nos cursos profissionalizantes.