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Corregedoria Geral da Justiça e Secretaria de Segurança unem esforços contra a criminalidade

Notícia publicada pela Assessoria de Imprensa em Fri Feb 17 17:35:00 BRST 2017

Um grande passo para o combate à criminalidade foi dado hoje em reunião entre o corregedor-geral da Justiça, Claudio de Mello Tavares, que estava acompanhado pelos juízes auxiliares Mello Serra e Leandro Abreu,  e o secretário estadual de Segurança, Roberto Sá. Entre as decisões tomadas estão: facilitar a troca de informações entre a secretaria e o Judiciário e um maior avanço no processo eletrônico.

“Essa proximidade, esse canal de comunicação, fará com que possamos ajudar ainda mais a sociedade deixando para ela um importante legado”, disse o corregedor-geral.

O secretário de Segurança se disse aberto ao diálogo e ficou de trocar com a Corregedoria informações relevantes a respeito dos chefes de facções criminosas que atuam no Rio de Janeiro, o que pode auxiliar as ações que correm na Vara de Execuções Penais (VEP). O corregedor pediu também que lhe fossem encaminhadas informações sobre possíveis dificuldades na integração entre as diversas delegacias com os plantões judiciais e audiências de custódia tendo em vista uma melhor prestação de serviços à população.

Roberto Sá informou ao corregedor-geral que está criando uma delegacia especializada em armas para que possa investigar com mais propriedade como os fuzis estão chegando aos criminosos cariocas:

“A Delegacia de Homicídios age na consequência dos atos dos bandidos, há uma delegacia especializada no combate às drogas. Agora, queremos focar nas armas. Pela fronteira entram as armas importadas. E as nacionais? Como chegam aos bandidos? Queremos rastrear principalmente fuzis e metralhadoras usados, principalmente nos bondes para tomada de morros. Apenas com revólveres eles não vão invadir favelas nem atacar UPPs. Vamos dar mais atenção à chegada de fuzis e explosivos. O trabalho policial tem que ser feito com base na inteligência,” disse o secretário, informando que, nos últimos 20 anos, foram apreendidas no Rio de Janeiro cerca de 25 armas, de diversos calibres, por dia.

O corregedor-geral e o secretário de Segurança enfatizaram a importância da aproximação e da troca de informações entre os dois órgãos e conversaram sobre as UPPs. Roberto Sá informou que está sendo feito um levantamento sobre a atuação dessas unidades, desde que foram criadas, para detectar possíveis falhas e o que pode ser feito para melhorar sua atuação.

“As ações dos bandidos têm que ter uma resposta rápida do poder público com a prisão dos responsáveis,” disse Sá. O corregedor observou que o Estado deve garantir às comunidades o acesso a serviços essenciais para reduzir assim a influência de traficantes nesses locais.

O juiz auxiliar Mello Serra falou sobre a importância da tramitação eletrônica de inquéritos, nas delegacias, como forma de iniciar o processo criminal eletrônico que traria significativa celeridade no processamento das matérias criminais.